Estado torra R$ 25 milhões no HangarMilhões foram pagos sem licitação. Sala alugada custa R$ 35 mil por mês
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) poderá fazer uma tomada de contas especial no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia, em janeiro do ano que vem. A informação ainda é mantida a sete chaves, mas foi confirmada à reportagem por duas fontes do tribunal. O problema é que até agora a Associação Via Amazônia, a Organização Social (OS) que administra o Hangar, ainda não prestou contas dos recursos financeiros que recebeu do governo do Estado, ao longo do ano passado. E olha que é dinheiro que não acaba mais: neste um ano e seis meses em que está à frente do Hangar, a Via Amazônia já recebeu cerca de R$ 25 milhões dos cofres estaduais. Pior: boa parte desse dinheiro - pelo menos R$ 10 milhões - foi pago sem licitação e envolve transações, no mínimo, estranhas.
Exemplo disso é o aluguel de uma sala 'equipada', no Hangar, por inacreditáveis R$ 35 mil por mês, pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Ou o pagamento, pela Secretaria de Educação (Seduc), de quase R$ 2 milhões para a realização de um evento destinado a professores estaduais, o 'Mova Pará Alfabetizado', que, numa primeira etapa, em abril deste ano, reuniu cerca de 700 pessoas, num curso intensivo de apenas dois dias. Ou, ainda, o pagamento, pela mesma Seduc e também com dispensa de licitação, de mais de meio milhão de reais à Via Amazônia, para a confecção de 40 mil exemplares de 'material impresso de divulgação'.
Tão ou mais esquisita é a própria história dessa entidade, que é presidida pela pedagoga Joana Pessoa, ex-assessora, ex-secretária e ex-chefe de Gabinete da atual governadora do Pará, Ana Júlia Carepa.
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