Saberes, cultura, dança, música e literatura. Influências que vão além dos anos de escravidão e discriminação racial enfrentados pelos negros do Brasil, mas que serão relembradas por músicos, professores, pesquisadores e artistas da Universidade do Estado do Pará (Uepa), nos próximos dias 20 e 21 de novembro, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra.
Nesta quinta-feira 20, músicos e compositores irão se reunir no recital "Memória musical da Amazônia e Consciência Negra", que acontecerá às 18h, na Sala de Recitais do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE/UEPA). O objetivo do encontro é promover um resgate da produção musical existente no Estado, principalmente porque alguns artistas paraenses do século XIX, apesar de estudarem na Europa, guardavam grande influência da cultura negra em suas obras, como é o caso dos compositores Jayme Ovalle e Gentil Puget.
O evento é uma iniciativa do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), da Uepa, e do grupo Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA), com o apoio do Instituto de Artes do Pará (IAP) e EDUEPA. Com a banda sinfônica da universidade, piano, voz e violino, os artistas entoarão canções como "Caboclinho", de Jayme Ovalle, "Nega Dengosa", de Gentil Puget e "Um poema de amor", de Wilson Fonseca.
"O evento é importante porque promove um resgate cultural da música branca, negra e indígena do Estado, e a nossa música é a reunião dessas três culturas. E, à medida em que conhecemos nossos saberes, vamos nos tornando mais fortes para não sermos tragados por culturas de fora", diz Urubatan Castro, pianista e um dos músicos que participarão do recital.
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